Como cuidar das suas orquídeas

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As orquídeas são de uma família de plantas muito evoluída, mas pode ser consideradas rústicas, pois podem ser cultivadas sem maiores dificuldades mesmo por iniciantes. Podem florescer diretamente no solo (terrestres); sobre pedras (rupícolas); presas a outros vegetais (epífitas); completamente soltas no meio da vegetação; e até em caso extremo, no subsolo (subterrânea). Aquelas que crescem sobre árvores ou outros vegetais não são parasitas e não causam mal algum à planta hospedeira.

 

Existem mais  de 25.000 espécies, fazendo parte de uma das maiores famílias do Reino Vegetal, possibilitando ainda a formação de híbridos através de cruzamentos naturais ou também realizados pela mão humana.

 

No Brasil, o cultivo dessas plantas é facilitado graças às condições climáticas favoráveis à maior parte das espécies e híbridos. Exceção se faz àquelas de regiões muito frias, como os pontos alto da cordilheira dos Andes ou Himalaia.

 

De uma maneira geral, é aconselhável iniciar com plantas menos exigentes quanto ao cultivo, como algumas Cattleyas, que além de tudo são bastante ornamentais. Nunca use terra para plantar uma orquídea (exceto, é claro, para as terrestres). Entre nós, o xaxim desfibrado era amplamente utilizado e com bons resultados, mas agora seu comercio é proibido. Há no mercado outros substratos, como a fibra de coco, musgo esfagno, casca de pínus, etc. Uma mistura constituída de casca de pínus, fibra de coco, carvão, cone de pínus e ate pedrisco ou isopor, para dar uma maior aeração nas raízes, pode ser um bom substrato para nossas orquídeas. Procure evitar o uso somente de fibra de coco, pois ela se mantém úmida por muito tempo, o que pode danificar as raízes das orquídeas. Para o acondicionamento pode-se usar vaso plástico ou de barro (preferível pela porosidade e capacidade de drenagem), sempre de tamanho compatível com a planta e levando em conta crescimento da mesma para dois anos, que é o tempo médio de vida útil do substrato, que deve ser substituído após esse período. Para uma boa drenagem, 1/3 do vaso deve ser preenchido com caco cerâmico ou pedra britada, pois as plantas não devem ficar encharcadas por muito tempo, o que provoca apodrecimento das raízes. Devem ser regadas somente quando o substrato estiver completamente seco. O intervalo entre uma rega e outra depende do ambiente onde elas vivem.

 

O substrato é apenas o material de suporte para orquídeas. O que vai suprir as necessidades da planta é o adubo, que deve ser aplicado periodicamente pelo menos a cada 20-30 dias e sempre nas doses recomendadas pelo seu fabricante. Existem muitos tipos de adubo no mercado, e todos são compostos basicamente de nitrogênio (N), fósforo (P), e potássio (K). A concentração desses elementos na fórmula é dada pelos três números que aparecem em seu rótulo, por exemplo, 20-20-20.

 

Esses números determinam o tipo do adubo. Como exemplo, o adubo 20-20-20 é chamado de manutenção, contendo os elementos em proporção ideal para uma planta já adulta se manter bem. Há dois tipos diferentes de adubo: químicos e orgânicos. Os adubos químicos são diluídos em água na proporção indicada pelo fabricante, e depois aplicados borrifando-se tanto as folhas quanto as raízes da planta. Já os adubos orgânicos nunca podem ser aplicados diretamente sobre a planta, mas sim sobre o substrato, seguindo sempre as instruções do fabricante.

Quando introduzir uma nova planta na coleção, procure limpá-la bem e verifique se no vaso não existem lesmas, caramujos e outras pragas. Orquídeas são ávidas por luz, porém devem ser protegidas dos raios fortes do sol. A sombra das árvores é um ambiente natural e simples para elas.

 

Outra forma de se cultivar é num ripado ou “telhado” que corte a luz solar em mais ou menos 50%, e que se situe em um local não sujeito a geadas ou ventos excessivos.

Uma dica importante seria procurar sempre dwixar a base da orquídea dois dedos abaixo da boca do vaso, garantindo “segurança” para suas raízes.

 

A parte da frente da orquídea é onde estão surgindo os novos brotos e se tiver que podá-la, sempre esterilize a tesoura para evitar contaminação.  Se precisar tira alguma folha você poderá colocar canela em pó no local da retirada, como cicatrizante natural da planta.

 

Manchas na folhagem podem ser amenizadas com fumo de corda. Ferva o fumo em água por uma hora até que vire uma solução concentrada, que deve ser diluída em água. Borrife sobre as folhas repetidas vezes, até que dê resultado.

 

Atenção, se sua orquídea estiver com as folhas em uma coloração muito escura, é sinal de carência de luz. Nesse caso, troque a orquídea de lugar, ok?

 

Com essas dicas, ficará fácil você cuidar da sua orquídea ou de sua coleção, já que é impossível gostar de uma só.

 

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