Flor do Mês – Antúrios

Postado em Categoria: Curiosidades, Flor do Mês



O principal polo brasileiro produtor de antúrios é o Vale do Ribeira, em São Paulo, onde existem cerca de 1,7 milhão de plantas. Entre as cidades que se destacam no desenvolvimento da cultura na região estão Iguape e Registro. O antúrio, entretanto, pode ser cultivado em todo o Brasil, sobretudo em lugares que apresentam ambiente úmido e fresco.
Apesar de a primeira inflorescência ocorrer somente após um ano de cultivo, nos anos seguintes ela surge o ano inteiro. O padrão comercial, porém, só é atingido após dois anos do início do plantio.
Originário da Venezuela e Colômbia, o antúrio foi levado nas últimas décadas do século XIX para a Europa, antes de se espalhar para outros países. No Velho Mundo, passou pelos primeiros de muitos programas de melhoramento, antes de se tornar a segunda flor tropical mais comercializada no mundo, atrás apenas das orquídeas.
De bela folhagem, a planta possui flores hermafroditas que nunca se autofecundam, devido ao fenômeno da protoginia. Trata-se de um processo natural no qual há um descompasso entre as fases de desenvolvimento dos dois sexos. Enquanto a parte feminina está receptiva, a masculina ainda está imatura, o que favorece o cruzamento entre plantas diferentes.
Atualmente, o gênero do antúrio engloba muitos tipos, formas, padrões de coloração, tamanhos de plantas e flores. No mercado, tanto podem ser encontrados exemplares com menos de um palmo de altura, quanto outras com mais de 1,5 metro. As flores também são diversas, variando de apenas alguns centímetros a meio metro de comprimento.
O antúrio é considerado uma das flores de maior valor unitário. Na Ceagesp – Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, o preço médio da dúzia, nos últimos três anos, mantém-se entre sete e oito reais.

—>RAIO X
SOLO: rico em matéria orgânica
CLIMA: temperatura ideal entre 20 e 28 graus
ÁREA MÍNIMA: pode ser plantado em canteiros e vasos
COLHEITA: a primeira inflorescência ocorre um ano após o plantio
CUSTO: 45 centavos a muda

—>MÃOS À OBRA
INÍCIO – as mudas podem ser compradas de viveiristas. Recomenda-se que tenham referências para assegurar a qualidade do material genético. O IAC possui serviço de venda que atende a pedidos encomendados de onze variedades: astral, cananéia, eidibel, islã, júpiter, juquiá, juréia, luau, netuno, ômega e rubi.
AMBIENTE – embora se adapte bem às condições climáticas que predominam no país, a cultura se desenvolve melhor em regiões de temperatura entre 20 e 28 graus. Em dias ensolarados, a umidade relativa do ar mais indicada é superior a 50%. Em dias nublados, de 70% a 80%. E à noite, no máximo 90%. Evite plantio em locais sujeitos a geadas e com insolação direta, sobretudo nas horas mais quentes do dia. A incidência de luz intensa pode queimar e manchar folhas e flores. Por outro lado, em áreas muito escuras, o crescimento é lento e o caule torna-se longo e fraco. Use sombreamento artificial com tela entre 70% e 80% para obter temperatura mais amena.
PLANTIO – pode ser cultivado diretamente no solo, em canteiros ou em vasos. É importante que haja boa mistura de solo e matéria orgânica. No caso de produção comercial das flores, é comum utilizar apenas um suporte para a planta, que passa a receber os nutrientes necessários para o desenvolvimento a partir de uma solução diluída no sistema de irrigação.
PROPAGAÇÃO – a multiplicação do antúrio por meio de sementes não transmite as mesmas características às plantas descendentes. Para garantir exemplares idênticos aos originais, deve-se propagar por divisão de touceira ou estacas do caule. Laboratórios de cultura de tecidos ou micropropagação produzem milhares de mudas a partir de material selecionado, uniforme e livre de doenças.
TRANSPLANTE – leve as mudas para o local definitivo com raízes sem solo. Dê preferência para fazer o transplante no início da estação quente. Não se recomenda fazer a mudança em dias frios, pois isso retarda o crescimento da planta.
ESPAÇAMENTO – plante em canteiros elevados de 20 a 30 centímetros acima do solo, com comprimento variável e largura de 100 a 120 centímetros. O espaçamento entre plantas pode ir de 25 x 25 a 50 x 50 centímetros, dependendo da variedade.
ADUBAÇÃO – o uso de adubo orgânico é importante para o antúrio. Cubra a área com terra vegetal ou substratos adquiridos em supermercados, floriculturas e lojas. Também podem ser acrescentados compostos, como torta de mamona, farinha de osso e produtos de compostagem.
CUIDADOS – faça regularmente podas de limpeza, com a remoção de folhas velhas e doentes.
PRODUÇÃO – a inflorescência tipo espiga (espádice) e a folha modificada (espata), que ficam no alto da haste do antúrio, são comumente chamadas de flor. Mas, na verdade, as flores de antúrio são minúsculas e encontram-se reunidas, formando uma miniespiga. Quando essa parte apresentar alterações de cor em sua metade ou em três quartos de seu comprimento, chegou a hora de colher o antúrio. Verifique também se a haste e a folha maior estão firmes.

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