Girassóis – VAN GOGH, Vincent

Postado em Categoria: Arte e Flores, Pinturas

VAN GOGH, Vincent – Girassóis

1853 – 1890

Óleo na lona 92.1 x 73 cm.
Girassóis pintura
Assinado: Vincent
Esta é uma de quatro pinturas de girassóis entre agosto e setembro de 1888.
Comprado pelos Trustees do Courtauld Fund, 1924.

VAN GOGH pretendeu decorar o quarto de Gauguin com estas pinturas em uma então chamada, “casa amarela” a qual alugou em Arles, no sul de França.

Gauguin e VAN GOGH trabalharam juntos entre outubro e dezembro 1888. Este escreveu à seu irmão Theo em agosto 1888:
“Estou trabalhando duro, pintando com o entusiasmo em um Marseillais comendo bouillabaisse, não surpreenderás quando souber que estou pintando alguns girassóis. Quando concluir esta idéira, haverá uma dúzia de painéis. Assim o trabalho completo será uma simfonia de azul e amarelo. Estou trabalhando na tela do girassol a cada manhã, porque as flores desvanecem-se rapidamente, agora estou no quarto (4º) retrato de girassóis com um grupo de 14 flores… dá um efeito singular.”
As flores morrendo são construídas acima com pinceladas grossas (impasto). O impasto invoca a textura das semente-cabeças.

Camionete Gogh produziu um réplica desta pintura em janeiro 1889, e talvez uma outra mais tarde no mesmo ano.

Abelhas atraídas por pinturas de flores de Van Gogh

Abelhas preferem pinturas com flores, mesmo que elas nunca tenham visto uma flor antes, segundo uma pesquisa realizada por cientistas em Londres.
Um grupo de pesquisadores da Faculdade “Queen Mary” da Universidade de Londres colocaram quatro quadros (dois de flores) na trajetória de vôo das abelhas e acompanharam o local de sua aterrissagem.
abelhas girassol girassois flores

Estas abelhas, pousaram sobre os dois quadros que possuíam mais flores, sendo o favorito a pintura Girassóis do pintor holandês Van Gogh, um dos mais renomados artistas impressionistas. O fato mais impressionante foi que as abelhas jamais haviam visto flores, sendo que eram criadas em cativeiro.

Quase 11% das aproximações das abelhas aos quadros com flores terminaram em pouso, e, quase o triplo da taxa de 4% registrada nas outras pinturas.
Além de Girassóis, os cientistas mostraram às abelhas os quadros “Um vaso de flores”, de Gauguin, “Cerâmica”, de Patrick Caulfield, e “Natureza morta com uma caneca de cerveja”, de Fernand Léger, e, de acordo com os resultados, as pinturas com flores capturaram mais a essência das características florais de um ponto de vista das abelhas, e que estes aspectos são reconhecidos por abelhas que nunca tinham sido expostas a uma flor anteriormente. Conclusivamente, as flores contêm todos os ingredientes que uma abelha precisa para desenvolver – pólen e néctar – e as abelhas têm preferências estéticas por aquelas flores que oferecem a melhor fonte de riqueza e, sendo estas, associada com flores ricas em néctar, o azul fica sendo a cor predileta das abelhas. Isso explica por que as abelhas foram fortemente atraídas pela assinatura em azul de “Vincent” no quadros de Van Gogh, assim como os botões azuis de “Um vaso de flores”, e um quadrado azul claro em “Natureza morta com uma caneca de cerveja”.

Flores são uma componente conspícua e bem estabelecida das culturas humanas, e se espera que flores nos façam sentir felizes e positivos. Por quê?”. Embora o pesquisador Chittka admita ser difícil testar essa idéia, acha que vale a pena refletir sobre ela, sobretudo sobre a preferência européia por flores alaranjadas ou vermelhas (cores dos frutos que atraem primatas), em detrimento de azuis, por exemplo, as preferidas das abelhas por estarem associadas a um alto conteúdo de néctar. “Talvez esse gosto seja conseqüência da evolução de outro caráter ou característica, como a frugivoria (hábito de alimentar-se de frutos)”, pondera Chittka. Ele admite que a percepção de cores pelos seres humanos, certamente, não foi diretamente influenciada pelas flores num sentido evolutivo. “Mas, prestar atenção nas flores pode ter trazido benefícios na história evolutiva humana, porque flores são indicativas de outros recursos que são mais úteis do que as próprias flores“, especula Chittka, que pretende continuar investigando as origens evolutivas da percepção e da “preferência estética” em abelhas e peixes.

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